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Caso Clínico - Fertilização

05 junho 2011



O casal Montes-Nogueira marcou uma visita ao ginecologista-obstetra no intuito de esclarecer algumas dúvidas sobre fertilização. Durante a consulta, AMN de 35 anos reclamou que ela era incapaz de engravidar, pois já é casada há 10 anos e desde os 28 não faz uso de nenhum tipo de anticoncepcional. Ao se proceder a história clínica da paciente, observa-se que esta apresenta um ciclo regular de 28 dias. Não há relatos de tabagismo, uso de drogas ilícitas ou álcool. As dimensões dos ovários e do útero estão dentro dos limtes considerados normais e a paciente se encontra em bom estado geral de saúde. Alguns exames foram solicitados e apresentados na segunda consulta, mostrando: Estradiol colhido na fase focliuclar 40 pg/mL (normal: 200 a 500 pg/mL) e Progesterona colhida na fase lútea 3 ng / mL (normal: 4 a 20 ng / mL). A contagem de espermatozóides do senhor Montes-Nogueira foi de 30 milhões / mL (normal, >20 x 106/mL).

Diante do exposto, pergunta-se:

1. Qual ou quais as implicações acima relatadas que estão interferindo na fertilização bem sucedida do casal? E Por quê?
2. Como explicar fisiologicamente os resultados dos exames?

Enviado pelo Professor Marcos Eleutério

Caso Clínico - Sistema Renal

03 junho 2011

Paciente de 50 anos, sexo feminino foi internada com história clínica de recorrências infecciosas, que teve início há aproximadamente 5 anos, época em que começou o tratamento ambulatorial por causa de falta de ar, tosse produtiva e chiado no peito, usando regularmente broncodilatadores; além disso, nos últimos 3 anos vinha notando também edema de membros inferiores acompanhando o quadro anterior, sendo associado ao seu tratamento antihipertensivos, com relativo controle de seus sintomas. Desde então teve 2 internações por infecção pulmonar, recebendo medicação de controle bacteriano com relativa estabilização do quadro. Atualmente foi admitida na urgência hospitalar por grave insuficiência respiratória, FR 44 irpm respirando superficialmente, PA 90 x 60 mm Hg e FC 120 bpm, sendo colhida de imediato uma gasometria arterial para verificação do equilíbrio ácido-base a qual mostrou (gaso 1): pH 7,25 pCO2 60,7 pO2 38 HCO3 26 BE +1 e Sat O2 (saturação de oxigênio) 85%. A paciente evoluiu com deterioração do estado geral, sofrendo parada cardiorespiratória prontamente revertida após entubação e ventilação mecânica. Nesse momento, encontrava-se taquicárdica e arrítmica, com FC 140 bpm. Na ocasião da entubação aspirou grande quantidade de secreção e uma nova gasometria foi realizada (gaso 2): pH 7,14 pCO2 92 pO2 37,4 HCO3 30 BE + 3 e Sat O2 83%. No 5º dia de internação, a paciente apresentou vários episódios de diarréia com sangue, com gasometria (gaso 3): pH 7,05 pCO2 92 pO2 70 HCO3 10 BE -19 e Sat O2 75%. Foi reposta a volemia, permanecendo a paciente estável, sendo extubada no 10º dia de internação apresentando gasometria (gaso 4): pH 7,4 pCO2 45 pO2 89 HCO3 26 BE +2,2 e Sat O2 95%. No 15º dia encontrava-se estável clinicamente, recebendo alta para controle ambulatorial. Sabendo-se que os parâmetros gasométricos normais possuem as seguintes variações: pH 7,35 – 7,45 pCO2 35 – 45 pO2 80 – 100 HCO3 22 – 26 e BE (base em excesso) -2,5 a +2,5. Analise os fatos ocorridos com a paciente em relação a seu equilíbrio ácido-base mostrados desde a gasometria 1 até a 4.


Enviado pelo Professor Marcos Eleutério

Caso Clínico - Neurofisiologia

29 maio 2011




Uma criança com 3 anos de idade, K.L.J., foi levada para consulta com alguns especialistas apresentando fasciculações visíveis da musculatura. Os genitores relataram durante a anamnese que essas contrações se assemelhavam a vermes rastejando-se sob a pele, associada a frequente queixa de dores nas pernas pela criança e que os músculos pareciam rígidos ao serem palpados nestes momentos. Ocasionalmente a criança exibia uma diminuição da coordenação motora (ataxia) com duração entre 20 e 30 minutos, porém a função neurológica parecia normal entre estes episódios. Os pais relataram que o desenvolvimento motor da criança parecia similar àquele de seus outros filhos mais velhos e o exame neurológico confirma a percepção dos pais. Análises eletromiográficas da musculatura da perna não indicam anormalidades na resposta da membrana muscular, bem como a biópsia muscular apresentou normalidade histológica. Ao ser realizado um bloqueio nervoso (anestesia espinal), as fasciculações musculares cessaram. A mãe da criança lembra que uma de suas filhas mais velhas também apresentou sintomas parecidos, mas que nunca teve episódios de ataxia.

a). As contrações musculares espontâneas indicam hiperexcitabilidade do nervo ou do músculo. Se esta hiperexcitabilidade for resultado de uma anormalidade na fase de repolarização do potencial de ação, qual (is) o (os) canal (is) associado (os) com o potencial de ação que podem levar a esta condição e por quê?

b). Qual a principal via em se tratando do processo de excitação-contração que está promovendo a condição supracitada? Qual o respaldo de sua resposta?


Enviado pelo Professor Marcos Eleutério