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Hipercalemia

12 fevereiro 2012

     O excesso de potássio nos líquidos extracelulares (hipercalemia: > 5 mEq/L) possui diversos efeitos no organismo, um deles é na função cardíaca.

     Na membrana das fibras miocárdicas existe um potencial de repouso, determinado por alguns fatores:
  • difusão de potássio através da membrana, ou seja, a membrana se apresenta com bastante permeabilidade aos íons potássio através dos canais de “extravasamento”, dessa forma, contribuindo significativamente para o potencial de membrana em torno de -94 milivolts; 
  • difusão de sódio através da membrana, apesar de menor permeabilidade ao sódio, a membrana nervosa permite o influxo de sódio, diminuindo a negatividade do potencial de membrana para -86 milivolts; 
  • bomba de 3Na+/2K+ ATPase, permite um bombeamento contínuo de 3 íons sódio para fora enquanto 2 íons potássios são bombeados para o interior, sendo assim, ocorre um rápido aumento da negatividade para -90 milivolts.

     Diante disso, um aumento de potássio extracelular já provoca um aumento da negatividade do potencial de membrana, determinando um potencial de ação diminuído e consequentemente a uma lentidão na condução do impulso nervoso, fazendo com que as contrações musculares se tornem progressivamente mais fracas, além disso, contribui para o desenvolvimento de arritmias, e ainda, concentrações ainda maiores podem culminar na insuficiência cardíaca.
     Em um eletrocardiograma, pode-se observar alterações em todo o processo de dispersão do impulso nervoso ao longo do coração através do sistema de condução elétrica do coração: alterações na onda P, no complexo QRS e na repolarização ventricular.



     As ondas P se tornam planas ou inexistentes devido ao distúrbio na despolarização atrial, às vezes, a hipercalemia ao provocar bloqueio atrioventricular observa-se complexo QRS alargado. Na hipercalemia extrema, pode ser registrado o ritmo senóide, resultado da superposição do QRS alargado com a onda T. Além disso, na hipercalemia pode-se observar supradesnível de ST associado a onda T amplas, simulando um infarto agudo do miocárdio. Em síntese, os principais achados ao ECG podem variar de acordo com a concentração: onda T apiculada em tenda, achatamento da onda P, alargamento do QRS, ritmo idioventricular (ritmo originado no ventrículo), formação de onda sinóide, fibrilação ventricular ou assistolia.
     Nesse contexto, uma das causas relacionadas com a hipercalemia poderia ser a doença de Addison, um distúrbio que vem se tornando uma causa cada vez mais comum de hipercalemia. Nesse caso, a excreção de potássio é insuficiente devido à produção reduzida de aldosterona pelas glândulas adrenais. Inclusive, uma insuficiência renal pode gerar uma hipercalemia grave.
     Além disso, lesões por esmagamento ou queimaduras nas quais significativas quantidades de tecido muscular são afetadas tendem a provocar uma grande liberação de potássio intracelular de forma tal que a quantidade de potássio exceda a capacidade renal de excreção, instala-se, assim, uma hipercalemia potencialmente letal.

Aprofunde seus conhecimentos lendo o artigo abaixo!

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Hyperkalemia Revisited

Distúrbios do crescimento

03 junho 2011


     O hormônio do crescimento (GH) ou hormônio somatotrópico ou ainda, somatrotopina é uma pequena molécula de proteína que promove o crescimento de quase todos os tecidos do corpo, sendo produzido pelos somatotrofos na hipófise anterior. Além do crescimento linear, o GH atua estimulando os mecanismos de captação de aminoácidos e síntese protéica nas células, ao mesmo tempo que inibe a degradação de proteínas, inclusive, aumentando a metabolização de ácidos graxos e seu uso como energia. Descobriu-se que o hormônio do crescimento promove no fígado e, em menor grau, em outros tecidos, a produção de proteínas chamadas somatomedinas, as quais potencializam os mecanismos do crescimento linear. As somatomedinas também são chamadas de fatores de crescimento semelhante à insulinas (IGFs), justamente por ter efeitos semelhantes à insulina no crescimento.
     Em crianças, a deficiência de produção de GH causa uma redução na taxa de desenvolvimento, resultando em nanismo; já o excesso hormonal acarreta um quadro de gigantismo, no qual todo os tecidos do corpo crescem rapidamente, inclusive os ossos.
     Em adultos, a secreção de GH em níveis excessivos gera uma condição de acromegalia, caracterizada por aumento acentuado nos ossos da mão, dos pés, além de crânio, nariz e protusão da mandíbula.
     Em relação às síndromes mais interessantes que se relacionam à deficiência de GH, pode-se citar a Síndrome de Prader-Willi. Logo abaixo, disponibilizamos um artigo científico, para análise e aprofundamento do tema. Bons estudos!



Robert Pershing Wadlow, (Alton (Illinois), 22 de fevereiro de 1918 — 15 de julho de 1940) é considerado a pessoa mais alta já medida no planeta [1], ratificado pelo livro de recordes Guinness World Records. Na última vez que se corpo havia sido medido, em 15 de julho, Robert media 2,74 m (9 ft 0) de altura e pesava 200 quilos. Clique aqui para saber mais.



Síndrome de Prader-Wili