Fonte: Mechanisms in Medicine
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Hipercalemia
Postado por Medicina CZ 007 às 12:5512 fevereiro 2012
O excesso de potássio nos líquidos extracelulares (hipercalemia: > 5 mEq/L)
possui diversos efeitos no organismo, um deles é na função cardíaca.
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Na membrana das fibras miocárdicas existe um potencial de
repouso, determinado por alguns fatores:
- difusão de potássio através da membrana, ou seja, a membrana se apresenta com bastante permeabilidade aos íons potássio através dos canais de “extravasamento”, dessa forma, contribuindo significativamente para o potencial de membrana em torno de -94 milivolts;
- difusão de sódio através da membrana, apesar de menor permeabilidade ao sódio, a membrana nervosa permite o influxo de sódio, diminuindo a negatividade do potencial de membrana para -86 milivolts;
- bomba de 3Na+/2K+ ATPase, permite um bombeamento contínuo de 3 íons sódio para fora enquanto 2 íons potássios são bombeados para o interior, sendo assim, ocorre um rápido aumento da negatividade para -90 milivolts.
Diante disso, um aumento de potássio extracelular já provoca
um aumento da negatividade do potencial de membrana, determinando um potencial
de ação diminuído e consequentemente a uma lentidão na condução do impulso
nervoso, fazendo com que as contrações musculares se tornem progressivamente
mais fracas, além disso, contribui para o desenvolvimento de arritmias, e
ainda, concentrações ainda maiores podem culminar na insuficiência cardíaca.
Em um eletrocardiograma, pode-se observar alterações em todo
o processo de dispersão do impulso nervoso ao longo do coração através do
sistema de condução elétrica do coração: alterações na onda P, no complexo QRS
e na repolarização ventricular.
As ondas P se tornam planas ou inexistentes devido ao
distúrbio na despolarização atrial, às vezes, a hipercalemia ao provocar
bloqueio atrioventricular observa-se complexo QRS alargado. Na hipercalemia
extrema, pode ser registrado o ritmo senóide, resultado da superposição do QRS
alargado com a onda T. Além disso, na hipercalemia pode-se observar
supradesnível de ST associado a onda T amplas, simulando um infarto agudo do
miocárdio. Em síntese, os principais achados ao ECG podem variar de
acordo com a concentração: onda
T apiculada em tenda, achatamento da onda P, alargamento do QRS, ritmo idioventricular (ritmo originado no ventrículo), formação de onda sinóide,
fibrilação ventricular ou assistolia.
Nesse contexto, uma das
causas relacionadas com a hipercalemia poderia ser a doença de Addison, um
distúrbio que vem se tornando uma causa cada vez mais comum de hipercalemia.
Nesse caso, a excreção de potássio é insuficiente devido à produção reduzida de
aldosterona pelas glândulas adrenais. Inclusive, uma insuficiência renal pode
gerar uma hipercalemia grave.
Além disso, lesões por
esmagamento ou queimaduras nas quais significativas quantidades de tecido muscular
são afetadas tendem a provocar uma grande liberação de potássio intracelular de
forma tal que a quantidade de potássio exceda a capacidade renal de excreção,
instala-se, assim, uma hipercalemia potencialmente letal.
Aprofunde seus conhecimentos lendo o artigo abaixo!
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Hyperkalemia Revisited
Caso Clínico - Sistema Renal
Postado por Medicina CZ 007 às 20:5703 junho 2011
Paciente de 50 anos, sexo feminino foi internada com história clínica de recorrências infecciosas, que teve início há aproximadamente 5 anos, época em que começou o tratamento ambulatorial por causa de falta de ar, tosse produtiva e chiado no peito, usando regularmente broncodilatadores; além disso, nos últimos 3 anos vinha notando também edema de membros inferiores acompanhando o quadro anterior, sendo associado ao seu tratamento antihipertensivos, com relativo controle de seus sintomas. Desde então teve 2 internações por infecção pulmonar, recebendo medicação de controle bacteriano com relativa estabilização do quadro. Atualmente foi admitida na urgência hospitalar por grave insuficiência respiratória, FR 44 irpm respirando superficialmente, PA 90 x 60 mm Hg e FC 120 bpm, sendo colhida de imediato uma gasometria arterial para verificação do equilíbrio ácido-base a qual mostrou (gaso 1): pH 7,25 pCO2 60,7 pO2 38 HCO3 26 BE +1 e Sat O2 (saturação de oxigênio) 85%. A paciente evoluiu com deterioração do estado geral, sofrendo parada cardiorespiratória prontamente revertida após entubação e ventilação mecânica. Nesse momento, encontrava-se taquicárdica e arrítmica, com FC 140 bpm. Na ocasião da entubação aspirou grande quantidade de secreção e uma nova gasometria foi realizada (gaso 2): pH 7,14 pCO2 92 pO2 37,4 HCO3 30 BE + 3 e Sat O2 83%. No 5º dia de internação, a paciente apresentou vários episódios de diarréia com sangue, com gasometria (gaso 3): pH 7,05 pCO2 92 pO2 70 HCO3 10 BE -19 e Sat O2 75%. Foi reposta a volemia, permanecendo a paciente estável, sendo extubada no 10º dia de internação apresentando gasometria (gaso 4): pH 7,4 pCO2 45 pO2 89 HCO3 26 BE +2,2 e Sat O2 95%. No 15º dia encontrava-se estável clinicamente, recebendo alta para controle ambulatorial. Sabendo-se que os parâmetros gasométricos normais possuem as seguintes variações: pH 7,35 – 7,45 pCO2 35 – 45 pO2 80 – 100 HCO3 22 – 26 e BE (base em excesso) -2,5 a +2,5. Analise os fatos ocorridos com a paciente em relação a seu equilíbrio ácido-base mostrados desde a gasometria 1 até a 4.
Enviado pelo Professor Marcos Eleutério
Efeitos cardiovasculares e renais do sistema renina-angiotensina
Postado por Medicina CZ 007 às 01:0829 maio 2011
"O sistema renina-angiotensina (SRA) é considerado um dos mais importantes sistemas reguladores para a homeostase cardiovascular. A influência desse sistema sobre as funções cardiovasculares e renais é extremamente ampla e complexa, envolvendo múltiplos mediadores, receptores e mecanismos de sinalização intracelular variados. Nesta breve revisão, serão abordados os múltiplos efeitos cardiovasculares e renais do SRA, com ênfase na angiotensina II (Ang II), o efetor hemodinâmico dominante desse sistema." extraído da seção Resumo
Leia aqui o artigo na íntegra.
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