Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona

14 junho 2014


Fonte: Mechanisms in Medicine

Tratamento de Transtorno Bipolar

23 março 2014

O Transtorno Bipolar é uma das comorbidades da saúde Mental mais prevalentes em todo o mundo, ele é um transtorno de humor com presença de sintomas negativos (depressão) associados com episódios de mania ou hipomania (sintomas positivos). No entanto, vemos que na prática clínica, o tratamento para essa doença ainda passa por certas dúvidas frequentemente, para tanto, disponibilizamos o artigo a seguir que irá nos ajudar no manejo dessa doença e melhor conhecimento sobre as drogas e suas interações.

Physiology of the Autonomic Nervous System / Fisiologia do Sistema Nervoso Autonomo

O sistema nervoso autônomo (SNA), de maneira geral, se refere aos sistemas nervosos simpático e parassimpático. Outra subdivisão, também considerada como integrante do sistema nervoso autônomo, é o sistema nervoso entérico. O sistema nervoso autônomo pode ser visto como uma parte integrante do sistema motor. Porém, no lugar de músculos esqueléticos, os efetores do sistema nervoso autônomo são a musculatura lisa, o músculo cardíaco e as glândulas. Uma das principais funções do sistema nervoso autônomo é a manutenção do ambiente interno, ou seja, a manutenção da homeostase. Quando estímulos internos sinalizam a necessidade de uma determinada regulação, o SNC ativa o sistema autônomo, que realiza as ações compensatórias. Como exemplo, quando há um súbito aumento da pressão arterial, o conjunto de barorreceptores aciona o sistema nervoso autônomo, para que este possa restabelecer a pressão aos níveis de antes da perturbação. O sistema nervoso autônomo não responde apenas a estímulos internos; ele está apto também a participar de respostas apropriadas e coordenadas a estímulos externos. Como exemplo, o sistema nervoso autônomo atua na regulação do tamanho de pupila, em resposta a diferentes níveis de exposição à luz. Outro exemplo extremo de interação do sistema nervoso autônomo e o meio externo, está caracterizado na resposta de “luta ou fuga (fight or fly)”, quando uma ameaça ativa intensamente o sistema nervoso simpático.

Portanto, conhecer o SNA é de grande importância, imagina só saber como ele funciona, entenda agora a fisiologia do SNA, confira!

I Semana do Cérebro do Alto Sertão Paraíbano

26 fevereiro 2014

A semana do cérebro (Brain Awareness Week - BAW) é a campanha global para aumentar a sensibilização do público para o progresso e os benefícios da pesquisa sobre o cérebro. Em todo mês de março, BAW une os esforços de organizações parceiras em todo o mundo em uma celebração do cérebro para as pessoas de todas as idades. As atividades são limitadas apenas pela imaginação dos organizadores e incluem dias abertos em laboratórios de neurociências, exposições sobre o cérebro; palestras sobre temas relacionados ao cérebro; campanhas de mídia social; exibe em bibliotecas e centros comunitários; oficinas em sala de aula e muito mais.

Portanto, a cidade de Cajazeiras localizada no sertão da Paraíba, apresenta-se como um importante polo educacional e uma referência nos serviços de saúde para as cidades próximas. Mesmo sendo um município importante e que engloba vários cursos das ciências biológicas e da saúde, ainda existe uma necessidade considerável de projetos que transmitam as inovações científicas à comunidade acadêmica e aos profissionais da região, em especial na área de neurociência. Assunto esse que está inserido em todas as atividades do nosso cotidiano, pois aborda o funcionamento cognitivo-comportamental do ser humano. Pensando nisso a Liga de Psiquiatria e Saúde Mental de Cajazeiras-PB (LAPsi-PB) está promovendo I Semana do Cérebro do Alto Sertão Paraibano na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Campus de Cajazeiras nos dias 13 e 14 de março de 2014 para estimular o interesse no assunto por jovens e adultos, escolares e universitários.

Assim, a objetiva-se divulgar o trabalho das neurociências, dedicando uma semana para propagandear o tema, seus avanços, suas conquistas e projetos. Levar o assunto para o conhecimento de crianças, jovens e adultos, fomentando a sua discussão e levantando debates para a comunidade estudantil, como uma forma de atrair a atenção e incentivar a criatividade, para superar obstáculos inerentes ao sistema educacional.

CRONOGRAMA
DATA
Momentos
13/03/2014
Manhã
Abertura / Palestra
Tarde
Mesa Redonda
Noite
Cineuro
14/03/2014
Manhã
Cineuro e discussão sobre os aspectos da neurociência abordados
Minicurso em Neuroanatomia Prática (CH- 3h)
Tarde
Encerramento
Noite
Cineuro

Cineuro - Cinema com discussão de filmes em neurociência.

Novos conceitos de controle da pressão arterial

23 dezembro 2013

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças mais prevalentes no mundo e no Brasil não poderia ser diferente. Por tal motivo essa área médica é profundamente estudada especialmente no nosso país sendo esclarecido mecanismos fisiológicos antes desconhecidos, descobrindo-se novas moléculas com funções hipotensoras como recentemente a alamandina descoberta em 2008 pela equipe do médico Robson dos Santos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFCG), a qual produzida pelo nosso organismo possui função de aumentar a produção de óxido nítrico (vasodilatador) produzido pelas células endoteliais dos vasos arteriais, possivelmente de forma agônica à angiotensina 1-7. ( Ver mais sobre pesquisa em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/066-067_Pressao_207.pdf )

Angiotensinas são peptídeos que fazem parte do Sistema Renina-Angiotensia-Aldosterona (SRAA), o qual é responsável pelo modulação do equilíbrio hidreletrolítico e controle da pressão arterial. No entanto, ao contrário das outras moléculas de angiotensia, a 1-7  produz vasodilatação e não vasoconstrição como forma de regulação da pressão arterial. Mas sendo o SRAA um mecanismo neuroendócrino e principal regulador fisiológico da pressão arterial sugiro a leitura do recente artigo "Sistema Renina-Angiotensia-Aldosterona e sua Modulação Farmacológica".

Boa leitura e bons estudos!

SRAA e a Síndrome Cardiometabólica

13 julho 2013

    O aumento da prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica e Obesidade tem incentivado os estudos que relacionem hipertensão e aumento do Índice de Massa Corporal (IMC). A maioria desses estudos ligam a obesidade abdominal e o distúrbio cardiometabólico com o estado inflamatório e o stress oxidativo, que conduzem ao desenvolvimento da resistência à insulina. Além disso, a hipertensão geralmente cursa paralelamente com outros fatores de risco: obesidade central, resistiência à insulina, dislipidemia e distúrbios de carboidratos, que constituem a Síndrome Cardiometabólica.

    Muitos estudos estão envolvendo a aldosterona na patogênese da síndrome cardiometabólica, mesmo que esta relação ainda não esteja bem estabelecida. As evidência apontam que existam vias genômicas e mecanismos não-genômicos nos quais a aldosterona atua no desenvolvimento da síndrome cardiometabólica.

     A importância da aldosterona nos eventos cardiovasculares também por ser observada nas novas recomendações para o tratamento do coronariopata crônico. Recomenda-se que em sobreviventes de um Infarto agudo do miocárdio e que sejam diabéticos e/ou têm fração de ejeção sistólica < 40% façam uso de inibidores da aldosterona (excluindo os casos de disfunção renal e hipercalemia importante). (IV Diretriz da SBC)

Hipercalemia

12 fevereiro 2012

     O excesso de potássio nos líquidos extracelulares (hipercalemia: > 5 mEq/L) possui diversos efeitos no organismo, um deles é na função cardíaca.

     Na membrana das fibras miocárdicas existe um potencial de repouso, determinado por alguns fatores:
  • difusão de potássio através da membrana, ou seja, a membrana se apresenta com bastante permeabilidade aos íons potássio através dos canais de “extravasamento”, dessa forma, contribuindo significativamente para o potencial de membrana em torno de -94 milivolts; 
  • difusão de sódio através da membrana, apesar de menor permeabilidade ao sódio, a membrana nervosa permite o influxo de sódio, diminuindo a negatividade do potencial de membrana para -86 milivolts; 
  • bomba de 3Na+/2K+ ATPase, permite um bombeamento contínuo de 3 íons sódio para fora enquanto 2 íons potássios são bombeados para o interior, sendo assim, ocorre um rápido aumento da negatividade para -90 milivolts.

     Diante disso, um aumento de potássio extracelular já provoca um aumento da negatividade do potencial de membrana, determinando um potencial de ação diminuído e consequentemente a uma lentidão na condução do impulso nervoso, fazendo com que as contrações musculares se tornem progressivamente mais fracas, além disso, contribui para o desenvolvimento de arritmias, e ainda, concentrações ainda maiores podem culminar na insuficiência cardíaca.
     Em um eletrocardiograma, pode-se observar alterações em todo o processo de dispersão do impulso nervoso ao longo do coração através do sistema de condução elétrica do coração: alterações na onda P, no complexo QRS e na repolarização ventricular.



     As ondas P se tornam planas ou inexistentes devido ao distúrbio na despolarização atrial, às vezes, a hipercalemia ao provocar bloqueio atrioventricular observa-se complexo QRS alargado. Na hipercalemia extrema, pode ser registrado o ritmo senóide, resultado da superposição do QRS alargado com a onda T. Além disso, na hipercalemia pode-se observar supradesnível de ST associado a onda T amplas, simulando um infarto agudo do miocárdio. Em síntese, os principais achados ao ECG podem variar de acordo com a concentração: onda T apiculada em tenda, achatamento da onda P, alargamento do QRS, ritmo idioventricular (ritmo originado no ventrículo), formação de onda sinóide, fibrilação ventricular ou assistolia.
     Nesse contexto, uma das causas relacionadas com a hipercalemia poderia ser a doença de Addison, um distúrbio que vem se tornando uma causa cada vez mais comum de hipercalemia. Nesse caso, a excreção de potássio é insuficiente devido à produção reduzida de aldosterona pelas glândulas adrenais. Inclusive, uma insuficiência renal pode gerar uma hipercalemia grave.
     Além disso, lesões por esmagamento ou queimaduras nas quais significativas quantidades de tecido muscular são afetadas tendem a provocar uma grande liberação de potássio intracelular de forma tal que a quantidade de potássio exceda a capacidade renal de excreção, instala-se, assim, uma hipercalemia potencialmente letal.

Aprofunde seus conhecimentos lendo o artigo abaixo!

Encontrou alguma informação equivocada ou desatualizada? Envie e-mail para fisiologiaufcg@yahoo.com.br 


Hyperkalemia Revisited